terça-feira, 23 de setembro de 2008
(=
"A incógnita em que a minha vida se transformou com o passar do tempo , fez me crescer , progredir em palavras , evoluir em gestos. Mais ainda possuo a horrorosidade de ter medo do medo , e sempre que o pressinto fujo para bem longe dele. Ele vem ao meu encontro , e eu corro , corro , corro para o fim da linha. Parei. Não tenho saída. Não tenho por onde tornar a respirar. Acabará a vida daqui a uns instantes? Será que jamais irei dar a mão a quem sente o que sinto? Será que não vou mais colorir o céu em tons quentes? Irei mais transpirar sorrisos e sorrisos de felicidade por saber que por mais distante que te sinta , a minha mão enlouquece sempre com a tua? Foi penoso pensar nisto e saber que poderia nunca mais alcançar o alcançável. O medo chegou perto de mim , e expressou-se graciosamente. Virou costas e partiu. Estava eu , abandonada , sem ninguém que me transparecesse o mínimo de ajuda. Mas caminhei sozinha e quando observei o Mundo de novo , libertei suspiros de contentamento."
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