sexta-feira, 19 de junho de 2009

Texto para Reflectir


Dois irmãozinhos brincavam em frente de casa, jogavam ao berlinde.

Quando Júlio, o menino mais novo, disse ao irmão Ricardo:


- Meu querido irmão, eu amo-te muito e nunca quero separar-me de ti!


O Ricardo, sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:


- O que é que teu? Que conversa é essa de amar? Queres calar a boca e continuar a jogar?


E os dois continuaram o jogo a tarde inteira até anoitecer.


À noite, o senhor Jacó, pai dos meninos, chegou do trabalho.

Estava exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido fechar um negócio importante... Ao entrar, Jacó olhou para Júlio, que sorriu para o pai e disse:


- Olá Papá, eu amo-te muito e não quero separar-me de ti, nunca!


Jacó, no auge do seu mau humor e stress, disse:


- Júlio estou exausto e nervoso.


Então, por favor, não me venhas com parvoices!


Com as palavras àsperas do pai, o Júlio ficou magoado e foi chorar no cantinho do quarto.


A Dona Joana, mãe dos meninos, sentiu a falta do filho e foi procurá-lo pela casa, até que o encontrou no cantinho do quarto com os olhinhos cheios de lágrimas.


A Dona Joana, espantada, começou a limpar as lágrimas do filho que caiam pela cara.


E perguntou:


- O que foi Júlio? Por que choras?


O Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e disse-lhe:


- Mamã, eu amo-te muito e não quero separar-me de ti, nunca!


A Dona Joana sorriu para o filho e disse-lhe:


- Meu amado filho ficaremos sempre juntos!


O Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi deitar-se.


No quarto do casal, ambos preparados para se deitar, a Dona Joana pergunta ao marido Jacó:


- Jacó, o Júlio está muito estranho hoje, não achas?


O Jacó, muito stressado com o trabalho, diz à mulher:


-Esse miúdo só está a querer chamar a atenção...Deita-te e dorme, mulher!


Então, todos se recolheram e todos dormiam sossegados.


Às duas horas da manhã, o Júlio levanta-se e vai ao quarto do irmão Ricardo e fica a observá-lo a dormir...


O Ricardo, incomodado com a claridade, acorda e grita com Júlio:


- Seu louco, apaga essa luz e deixa-me dormir!


O Júlio, em silêncio, obedeceu ao irmão, apagou a luz e dirigiu-se ao quarto dos pais...


Chegando lá, acendeu a luz e ficou a observar o seu pai e a sua mãe a dormirem.


O senhor Jacó acordou e perguntou ao filho:


- O que aconteceu Júlio?


O Júlio, em silêncio, só abanou a cabeça em sinal negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido.


Daí, o senhor Jacó, irritado, perguntou ao Júlio:


-Então, o que foi miúdo?


O Júlio continuou em silêncio.


Jacó, já muito irritado, gritou com Júlio:


- Então vai dormir, seu doente!


O Júlio apagou a luz do quarto, dirigiu-se para o seu quarto e deitou-se.


Na manhã seguinte todos se levantaram cedo.


O senhor Jacó iria trabalhar, a Dona Joana levaria as crianças à escola.


Mas... O Júlio não se levantou.


Então, o senhor Jacó, que já estava muito irritado com o Júlio, entra no quarto do menino e grita:


- Levanta-te seu preguiçoso!!!


Júlio nem se mexeu.


Então, Jacó avança sobre o menino e puxa com força o cobertor do menino com o braço direito levantado, pronto para lhe dar uma chapada, quando percebe que Júlio estava com os olhos fechados, e que estava pálido.


O Jacó, assustado, colocou a mão sobre o rosto de Júlio e pôde notar que o seu filho estava gelado.


Desesperado, Jacó gritou, chamando a mulher e o filho Ricardo, para verem o que havia acontecido com o Júlio...


Infelizmente o pior.


O Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente.


A Dona Joana, desesperada, abraçou o filho morto e não conseguia nem respirar de tanto chorar.


O Ricardo, desconsolado, segurou firme a mão do irmão e só tinha forças para chorar também.


O Jacó, em desespero, soluçando e com os olhos cheios de lágrimas, percebeu que havia um papel dobrado nas pequenas mãos de Júlio.


O Jacó, então, pegou no pequeno pedaço de papel.


E tinha algo escrito com a letra do Júlio -


"Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho. Disse-me que, apesar de amar a minha família e de ela me amar, teríamos que nos separar. Eu não queria isso, mas Deus explicou-me que seria necessário.

Não sei o que vai acontecer, mas estou com muito medo. Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:

- Ricardo, não te envergonhes de amar o teu irmão.

- Mamã, és a melhor mãe do mundo.

- Papá, tu de tanto trabalhares esqueceste-te de viver.

- Eu amo-vos a todos!!!! "


Quantas vezes não temos tempo para parar e amar, e receber o amor que nos é dado?

Talvez quando acordarmos possa ser tarde demais...

17 comentários:

DANTE disse...

Nem sempre damos a devida importância ás coisas que temos , só na falta das mesmas é que lhes damos o devido valor. È pena , mas é assim que funciona. Tomamos seja o que for por garantido e de repente...puffff

Beijo :)

Filipe Simplesmente disse...

obrigado pelos comentarios no meu blog...
Espero que tenhas gostado das historias...

E as histórias são pura imaginação... lolol
Baseadas na minha imaginação, historias que me contam, desafios que lançam...

Anônimo disse...

Eu ja konhecia ..

sim realmente nao damos devida atenção ao k nos dizem pk pensamos nao ker dizer nada..

Por isso s diz ke so kndo s perde realmente uma pessoa e k damos devido valor !!

ass miriam

Dois Rios disse...

Eu penso que apesar de amarmos e darmos importância a quem nos cerca, somos tomados por uma sensação de que temos todo o tempo do mundo para demonstrar. Quando a morte se antecipa a essa intenção, nos damos conta de que não devemos adiar nada nessa vida. Muito menos o amor.

Beijo,
Inês

p.s. Obrigada pelo carinho da sua visita.

A.S. disse...

Um texto... pera reflectir!
Gostei!!!

Beijos e bom fim de semana!

Anônimo disse...

Gostei do seu gênio!!!

Enorme sorriso

=)

Luna disse...

Bolas fiquei com a lágrima no olho,porque será que só quando algo de dramático acontece olhamos á nossa volta

Namastê

sonho disse...

Já conhecia este magnifico texto...e de facto se reflectir mos um pouco chegamos a conclusão que todos nós ja deixamos de dizer ou fazer...e deixamos passar o tempo...e foi tarde demais...
Beijo de um anjo

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Dante:

é verdade...
e por vezes é tarde de mais.

Obrigada.

:)

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Simplesmente:

As tuas historias são unicas. Tens uma imaginacao...

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Miriam:

És única*

Amo-te

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Dois Rios:

Nunca devemos adiar nada. E muito menos deixar algo por dizer.

Obrigada pelo comentario.

Passa sempre que quiseres.

Beijo.

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

A.S.:

Obrigada ;)

BeijinhO*

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Priscila Lisboa:

Obrigada pelo comentario ;)

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Multiolhares:

Obrigada pelo comentario e pelo carinho*

BeijinhO ;)

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Sonho:

Este texto já é conhecido.

Não é a primeira vez que o leio. Só que acho que transmite uma mensagem muito especial e decidi colocá-lo aqui.

Obrigada pelos comntarios*

Beijo :)

☆ Feitio' zinhO ☆ disse...

Obrigado a todos os que têm comentado.

Nem sempre posso aparecer por aqui.. Mas sempre que venho fico contente por ver que há pessoas que gostam daquilo que escrevo e gosto do carinho com que voces deixam aqui os comentarios.

Sempre que puder, passo pelos vossos blog's para comentar.

BeijinhOs :)

e

Obrigada ;)