segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Estou Farta


Estou numa daquelas fases em que tudo me faz “ferver”, as patetices, as criancices e a falta de carácter que algumas pessoas apresentam para tentar resolver os interesses de cada um a seu belo prazer.

As pessoas giram à volta de "mundinhos" onde o seu umbigo é o centro.

Atropelam, pisam e repisam, para voltar à ribalta, felizes por serem os maiores. Julgam-se Reis da sapiência entre os que são vazios de sabedoria!

Cegos aos erros que cometem, são hábeis a apontar os erros dos outros.

São heróis de trazer por casa e ofendem-se com migalhas de somenos importância.

São fingidores. Castradores de ideias. São os maiores.

Os outros… seguidores, simples observadores. Aplaudindo e dando palmadinhas nas costas.

Estou farta de reclamações, de gritos, de queixumes, o dizer mal por dizer, de protestos de barriga cheia, desta lamuria do dia a dia que me vai enchendo a paciência.

Barafustam, fazem barulho, muito barulho e depois… tudo fica na mesma.

Gostam de se fazer ouvir. E não fazem nada. O vazio preenche as suas vidas!

Estou farta de opulência, de prepotência e de vaidades.

A importância de se chamar "Alberto"!!

Onde está a beleza de um simples gesto, de um sorriso, de uma palavra amiga, da ajuda incondicional sem interesses para proveito próprio, do silêncio dos actos praticados?

Do amor pelo semelhante, da partilha da entre ajuda, do conhecimento. Do reconhecimento! Do agradecimento!

É tudo isto ignorado em favor de banalidades que só dão vida a seres orgulhosos e déspotas.

Sinto-me como se estivesse no alto de um monte a observar as crianças, entenda-se adultos, nas suas traquinices de aniquilação sentimental dos que os rodeiam.

E são felizes, pelo menos assim me parecem. Continuam no seu mundo de brincar, cada um sendo poderosos a seu modo. Servindo-se da dormência dos que andam por andar, dos que vivem por viver. E são felizes.

Todos, os que mandam e os que são mandados.

Estou farta de crimes perfeitos!

À margem desta manipulação castrante, caminho desarticulada.

Sou uma peça fora da máquina. Incómoda. Chata e deslocada.


Decididamente não consigo fazer parte deste mundo cão.


Tenho pena.


Ou talvez não!

2 comentários:

Anônimo disse...

Amo te

sonho disse...

A melhor forma é ignorar...
Beijo de um anjo